Fernando Tanajura Menezes
Famoso poeta brasileiro
Famous Brazilian writer
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POETAS  EM  PORTUGAL
O que é a Lusofonia? O que é, realmente, esta dor que queima, aos poucos, morna talvez, chamada Saudade? Estas questões têm, ao longo dos anos, envolvido o imaginário colectivo de muitos poetas, escritores, pintores ou
pessoas integradas com a arte. Não fugindo á regra, dois poetas, dois brasileiros - um a viver em Portugal (Lisboa) e o outro nos Estados Unidos da América (Nova Iorque), um de nome José Benício, o outro Fernando Tanajura Menezes, decidiram lançar os seus, respectivos livros, em Portugal.


No dia 30 de março (quinta-feira), das 19:30 às 21:00 horas, no auditório da Editora Vozes, os poetas José Benício e Fernando Tanajura Menezes, com os seus livros: Pedaços Um e Dos Beijos, estarão contando, através dos versos, um pouco da lusofonia e saudade que tanto nos unem - e também separam ...
Atenciosamente,  Ozias Filho

Fernando Menezes en LISBOA Portugal. 30 de marco 2000 as 19:30

HAVERÁ PAZ? 
Muito tem se falado e escrito em Paz nos dias atuais, enquanto vemos que não é nada disso. A realidade mesmo é a guerra com perdas, mortes, sangues, medos, inseguranças e todo o caos que se pode imaginar quando o assunto é briga, briga de verdade. O negócio vai além de Cabul, Talibã, bin Laden, Bush, Saddam, Blair. Tudo não é retilíneo e simples quanto se parece. Existe muita propaganda no meio de todas as notícias. Existem muitas questões mal resolvidas desde a I Grande Guerra e mais questões mal resolvidas da II Grande Guerra. O negócio não é simplesmente a guerra do Bem contra o Mal. O que é Bem para um povo (um lado) é Mal para o outro, e vice-versa. Em toda guerra existem jogos de interesses, não simplesmente religiosos ou ideológicos, mas, sobretudo materiais. 

Nenhuma guerra é santa, a não ser que se queira rotulá-la como tal. Falar em moral em uma guerra é demonstrar inocência. Toda guerra é imoral e amoral. Muitos bilhões de dólares, libras esterlinas e petro-dólares estão por trás de tudo. O petróleo árabe "tem" que fluir fácil e barato para manter as economias ocidentais, enquanto muitos árabes, donos da riqueza, morrem de fome, vivem sem teto, não têm o básico: casa, educação, saúde, alimentação, roupa, etc., por má gerência do seus governantes. Há, sim, a ganância, a hipocrisia, o egoísmo, a mentira e tantos males nas cabeças de governantes (líderes?) do lado de cá e do lado de lá. A corrupção dos países árabes ditos “moderados” faz a máquina corrupta da América Latina virar brinquedinho caseiro. O momento é complexo e atinge direta ou indiretamente a todo o mundo sem exceção. A discussão na mídia brasileira tem sido pouca e muitas vezes levada para o lado jocoso. Nos EUA o bate-boca tem sido acirrado, apesar de a censura estar comendo solta. A desinformação e a confusão têm sido gritantes, mas nem todas as vozes estão unânimes sobre tudo que está se fazendo. Protestos já estão sendo organizados aqui e ali, ou acontecendo na Europa, Ásia e países árabes e mulçumanos. Muitos editoriais e opiniões de revistas e jornais podem ser pinçados para reflexão, mas tudo depois volta ao básico: cobra comendo cobra. 

Deixemos de hipocrisias: desde do tempo dantes ou do tempo dantanho que sabemos que o Homem é o maior inimigo do Homem. Quem isso falou? Esopo? Os antigos gregos? Quem sabe?!... Alguém falou, escreveu, assinou embaixo e se fez autor de uma norma que existe desde que o Homem é Homem e pronto. Caim matou Abel - ou foi vice-versa? Nem sei se quem morreu foi quem viveu ou quem saiu com vida, viveu morto como um zumbi. A Bíblia fala, mas não explica. Também tem muita gente neste mundo de quase ou mais seis bilhões de viventes que nunca leu nem conhece a Bíblia. Não sei se o al Corão menciona tal raticídio. Tampouco tenho conhecimento de que os judeus tenham isso nos seus livros sagrados ou apregoam o tal crime de inveja ou vingança. Para quem não acredita em nada disso e acha que o Homem é uma evolução do macaco, macacos me mordam, eles também já andavam com as suas briguinhas antes de se apoiarem em somente duas pernas. 

Paz, paz... fala-se muito de paz enquanto o objetivo é a guerra. O Cavalo de Tróia que o diga, se é que cavalo pode falar. Foi dado como presente, era um ato de paz, no entando, dentro dele estava a guerra, a destruição, a morte. 

O Homem é um animal social - outra afirmativa que também não sei quem assinou embaixo - neste texto não importa quem é o autor de tantas afirmativas e falações, assim como antigamente, hoje em dia fala-se muito. Ora, desde que é social, o Homem forma grupos com crenças, conhecimentos, afinidades e, sobretudo, interesses. O sobretudo é que é o mais importante. O que é interessante para um grupo agora, pode não veler nada amanhã - e, de novo, o vice-versa. O interesse material é que rege todas as brigas, fica aí subtendido a expansão territorial, o domínio do forte ao mais fraco, a fome do poder. Daí as coligações mais absurdas: quem era meu inimigo ontem, é o meu aliado hoje; meu amigo de hoje é meu inimigo de amanhã, desde que, com essas parcerias, eu seja o vencedor. 

Não quero me alongar nessa barafunda para não ficar mais aturdido para viver meu simples dia-a-dia. Com essas poucas considerações, acho que já me coloquei e vejo que o pior ainda nem começou. Seguremos as cabeças para mantermos a lucidez neste momento conturbado da História, fazendo uma pergunta de difícil resposta: haverá paz algum dia neste nosso planeta? 

© Fernando Tanajura Menezes
10/21/2001 From Email.

 


Fernando Tanajura Menezes é natural de Nazaré das Farinhas (BA), viveu no Rio de Janeiro nos anos 60, onde se envolveu com teatro e se graduou em Administração de Empresas e Ciências Contábeis. Nos anos 70, Tanajura mudou-se para Washington, D.C. e cursou Fotografia no Virginia Community College. A sua peça “A VACA” foi premiada pela Fundação Cultural do Estado da Bahia em 1982 e encenada na Sala do Coro do Teatro Castro Alves.

Ele já publicou quatro livros de poesias: “RETRATOS’ (1990), “COISAS DO CORAÇÃO” (1993) e “RETRATOS E COISAS DO CORAÇÃO” (1995), uma compilação dos seus dois livros anteriores. Em 1997, o irrequieto poeta publicou “CÂNTICO DAS ROSAS”, mais um sucesso de público e crítica. Neste mesmo ano ganhou um prêmio com a poesia “METADE”, no I Concurso Brasileiro de Literatura, em Boston, promovido pela Revista Alternativa e apoio do Consulado do Brasil daquela cidade e da Academia de Letras de Governador Valadares. Em 1998 sua peça “O MACACO ASTRONAUTA” (El Mono Astronauta) foi montada em espanhol no Teatro da Federación de Entidades Ecuatorian en el Exterior, em New York, onde o escritor vive atualmente. Acaba de publicar pela Blocos Editora (Rio de Janeiro) mais uma coletânea de poesias chamada “Dos Beijos”.

Obras Publicadas:

Retratos
São Paulo/Brasil 1990

Coisas do Coração
São Paulo/Brasil 1993

Retratos e Coisas do Coração
São Paulo/Brasil 1995

Cântico das Rosas
São Paulo/Brasil 1997

Na Internet:
- www.zaz.com.br/blocos 
(Poesia: MPM-Muita Poesia Brasileira letra F) (Prosa: Crônica do Dia - Arquivo - 27/02/99 e 29/05/99 Contos - Março 99).
- www.kplus.com.br   (literatura/fevereiro 2000)
-
http://www.expressoes.com.br
- www.amlweb.com/amlnews/fmenezes
(AMLweb News). 
- Entrevistas
(AMLweb Entrevistas)
-
Mr. Fernando T. Menezes, In English
(AMLweb.com)
Contato:
319 West 48th Street Suite 222
New York, NY 10036-1398
Tel/Fax (212) 246-9698

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A QUESTÃO DO ÍNDIO
FERNANDO TANAJURA MENEZES,
FMenezes@aol.com

Fernando Tanajura Menezes

Quando criança, em Salvador, lembro-me que, depois de muita espera, o bonde parava no ponto e a turba desordenada avançava para pegar um lugar. Ninguém queria perder aquele bonde porque o outro iria demorar muito a chegar. Com aquela confusão, ouvia-se logo os gritos: “Olha os índios...” Na minha juventude, no Rio de Janeiro dos idos 60, quando se dava uma idéia de fazer alguma coisa que fosse brega, cafona ou o que se pode chamar agora de uma coisa popular, ouvia-se a expressão: “Isso é programa de índio.” Voltando à minha adolescência na Bahia, quando os frades franciscanos, nos domingos, me davam passes para ir ao Cinema Santo Antônio pelo meu bom desempenho nas aulas de catecismo, nas matinés sempre era exibido um filme de mocinhos e índios. Estes últimos no papel permantente de maus, bandidos, desordeiros e foras-da-lei. E assim Hollywood lavou cerebralmente gerações, com seus atores brancos, pintados com mercurocromo para representar os índios peles-vermelhas. Assim minha geração e todas as anteriores e posteriores cresceram e se formaram com a informação que os índios - habitantes das terras americanas ao chegarem os descobridores europeus - eram animais desordeiros, incapazes, silvículas e que não mereciam viver em sociedade. O reflexo de tudo isso pode ser sintetizado em uma simples palavra: Galdino. A veracidade das intenções e do fato selvagem ocorrido há alguns anos no Planalto Central do País não cabe apurar aqui. Recentemente, quando visitando Campo Grande (MS) para realizar uma noite de autógrafos de um de meus livros de poesias, o Jornal de Domingo publicou uma matéria com uma manchete entre escandalosa e sensacionalista: “UM TUPINIQUIM EM NOVA IORQUE”. O interessante é que poucas pessoas sabem que eu sou descendente distante dos Pataxós e no corpo da matéria me rotulavam de tupiniquim/baiano/nova-iorquino. Este fato me inspirou a escrever o poema “Tupiniquim”. Este poema está me dando pano pras mangas... Já foi publicado em jornais e abriu o meu mais recente livro de poesias (Dos Beijos) recém-publicado no Rio de Janeiro pela Blocos Editora. Agora serviu de tema para uma “web page” ( www.di.ufpe.br/~eas/Poesia ) para comemorar a passagem do Dia do Índio (dia 19 de abril), dividindo espaço com dois monstros sagrados: Caetano Veloso e Gonçalves de Magalhães, o Visconde de Araguaia. Muito me honram as companhias. Contudo, o que mais me fascina é o retorno do interesse da juventude em falar sobre os índios de uma maneira inocente, romântica e, às vezes, até idílica. Passados cinqüenta anos do Holocausto e vendo a História se repetir hoje em Kosovo com a tentativa de eliminar determinados povos da face da terra, eu me pergunto: não está na hora de repensar, revisitar e discutir a questão do índio?
Fernando Tanajura Menezes 19/04/99

Fernando Tanajura Menezes

Fernando Tanajura Menezes

 

 

 

TODOS LOS DIAS

        Todos los días es domingo en mi corazón
        Cada día canto una nueva canción
        Día tras día es un verso hablando de rosas
        Todos los días conversamos nuestras cosas

        Todos los días la luz de la luna me invento
        Cada día a amarnos estoy atento
        Día tras día siento una nueva esperanza
        Todos los días evoco que hubo bonanza

        Todos los días miro mi rostro en el espejo
        Cada día espero ansioso otro beso
        Día tras día me veo otra vez amándote
        Todos los días canto alegre despertándote

        Todos los días me encanto con tu presencia
        Cada día se escribe la misma sentencia
        Día tras día repito que aún te amo
        Todos los días hago el mismo reclamo


Fernando Tanajura Menezes
(in “CÂNTICO DAS ROSAS” - São Paulo - 1997)
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5/1/99 7:16:18 PM
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METADE

Metade de mim, deixei lá no sul.
Metade de mim, eu trouxe pro norte.
Metade é marrom ou de cor azul.
Metade é azar e eu jogo com a sorte.

Metade eu perdi, deixei com alguém.
Metade eu escondo e guardo comigo.
Metade não sei, não pertence a ninguém.
Metade eu dei para um grande amigo.

Metade sou homem, metade cavalo.
Metade sou deus, metade centauro.
Metade do mundo, eu vivo a cavá-lo.
Metade é terra, metade é auro.

Metade de tudo, eu bem que sabia.
Metade de nada, esqueci no passado.
Metade só mostro a minha alegria.
Metade é prazer, prazer já gozado.

Metade agonizo neste sofrimento.
Metade eu canto este mal de amor.
Metade é silêncio ou então um lamento.
Metade eu rimo uma dor com outra dor.

Metade é doçura, metade é ardor
Metade é frieza de um mundo vão.
Metade agressão, metade candor.
Metade eu seguro com a palma da mão.

Metade são cinzas, cinzas já queimadas.
Metade que mente, anula e aniquila.
Metade é rio, águas já passadas.
Metade é lagoa de face tranqüila.

Metade é abraço, metade é ciúme.
Metade é vontade, vontade, desejos.
Metade é frescura e a outra, perfume.
Metade é vontade de ter os teus beijos.

Metade é abraço, metade é ciúme.
Metade é vontade, vontade, desejos.
Metade é frescura e a outra, perfume.
Metade é vontade de ter os teus beijos.
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(in "Dos Beijos", Blocos Editora - Rio de Janeiro - 1999)
Copyright: Fernando Tanajura Menezes

Fernando Tanajura Menezes

Fernando Tanajura Menezes, na noite de autografos em Boston.
Participaram consagrados escritores e personalidades brasileiros, como se pode apreciar nas fotos..

Boston
FOTOGRAFÍA

Paso mis dias sambando en Nueva York,
bailando “La Bamba” en Times Square,
comiendo una pizza, mirando a lo alto,
sintiendo el vértigo de la vida pasar.

Enciendo la radio y
escucho las noticias
explotando en el aire.

Avanzo con la luz,
matando el tiempo.
En la Broadway con la 50
dejo mi corazón.

La ciudad reviso:
teatro de luces.
Suspiro muy hondo
con la coca-cola en la mano,

Calor, humedad
me recuerdan a Bahía
y mando para allá
esta fotografía.

(in “RETRATOS” - São Paulo - 1991)
Copyright: Fernando Tanajura Menezes

Boston

Fernando Tanajura Menezes

Boston

Fernando Tanajura Menezes
Fernando Tanajura Menezes
Fernando Menezes

Fernando Tanajura Menezes, na noite de autografos, Boston.

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Fernando Tanajura Menezes em Boston

Todo Dia é Dia

Eu fico confuso
com o correr dos dias
Hoje é dia D
Dia de finados
Meu aniversário
Bodas de meus pais
7 de setembro
Tudo é Carnaval
Dia de São Nunca
Quarta-feira cinza
Sexta da Paixão
Dia da Criança
É Dia das Mães
Dia do Poeta
Dia do Trabalho
Dia da Vitória
President’s Day

Bomba de Hiroshima
Pero Vaz Caminha
É a Primeira Missa
Dia da Bandeira
Dia de Natal
Cabrais e Colombos
Festa de São João
Cavaleiro-mor, dia de São Jorge
21 de abril, vou tirar meus dentes
Tem dia da Água,
força tão potente?
Árvore tem seu dia
Hoje é o meu dia
Meu primeiro dia
Dia do batismo e da sagração
Pro final Juízo
Todo dia é dia.
SONHOS AZUIS

Debruço meu olhar sobre o azul.
Não o do céu.
Não o do oceano.
Mas o daquela linha distante
onde os dois se juntam e, violentamente,
me empurra para todos os horizontes.
O azul do horizonte visto alargado ainda quando a
criança que fui e que há muito deixei de ser.
Sabiamente, com garra, não deixei escapar a percepção de ser. Horizonte
dos horizontes multiplicados em
infindáveis tonalidades azuis.

Deixo crescer os azuis dos horizontes
como quem não tem outra opção senão a de.

Amei em águas distantes que
só agora esta linha fina ao longe me faz
lembrar que todo o amor desgastado,
triturado,  dobrado em peças finas de cambraias
também era de cor azul e a confusão dos atos não me fez perceber a tempo.
No calor das chamas, não senti
que o fogo teve o poder de embotar o meu pensar.
Queimei-me em labaredas selvagens.
Molhei meus ossos com ugüentos satânicos.
Ardi minha alma em profanas celebrações.
Desprezei as pérolas!
Paguei todos os meus pecados e agora tenho um crédito.
Nunca tinha notado isso antes e foi preciso
eu debruçar o meu olhar nesse horizonte,
neste exato momento,
para que tomasse consciência do fato.
Precisei desfolhar as dobras dos atos idos,
já mofadas pelo frio, já flácidas pelo úmido passado,
um tanto frágeis pela falta do manuseiar.

 

Pensei que tinha esquecido de tudo,
apagado de uma vez por todas da memória --
agora acostumada pelo entupimento de experiências
provocadas propositalmente e com intento acertado.
Vã ilusão adormecida!
Determinado medo que sempre fingi não existir
e que o meu silêncio quis iludir todas as lembranças
deliberadamente negadas: azuis.

Ah... tolo fui em não querer perceber
que tudo o que criava para empuxar
um passado inapagado pelas cinzas,
cedo ou tarde, renasceria como fero fênix,
vivíssimo a me mostrar que tudo foi assim, azul.

Arranhei-me, rasguei o sangue na garganta,
dilacerei a carne como o agricultor separa a terra com uma enxada, quis me arrebentar por dentro como que querendo a morte.
Corri com o pé-de-vento tentando esquecer,
tirei o pé da cova como num milagre e revivi sonhando com outra vida a vir.
Pensei com azeite doce os olhos das feridas,
deixei que as cicatrizes apagessem sós.
Fiz um plantio demente de uma inconsciente semeadura.

Enquanto um azul ali adormecido
multiplicava-se em outros horizontes,
tantos outros azuis se dilaceravam em outras águas,
pululando em choros em vidas em novas formas.
Se coloquei os olhos na caixa para esse fecho de luz por tantos fevereiros,
tudo foi em vão e inútil. Os olhos,
desencaixados, se abriram e, agora,
mais que nunca, consigo ver todos os azuis.
O azul do céu. O azul das águas e dos sonhos.
O azul das linhas de todos os horizontes
que me transportam para o sonho de outros sonhos
que serão azuis.

Subj: SONHOS AZUIS; Date:   2/13/2000 9:18 AM Pacific.  From:  FMenezes

E-Mail para o escritor F.Menezes

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Os textos e as poesias foram enviadas para nosso escritorio pelo proprio autor, o Poeta Fernando Tanajura Menezes.
Todas as fotografias pertencem, com exclusividade, a America Mega Link, Corp. (AML); elas não podem ser reproduzidas, por nenhum meio, sem autorização escrita de AML.


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